sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Instituto Bíblico Abba: Os três maiores objetivos da Igreja

Os três maiores objetivos da Igreja


Esses objetivos incluem os não cristãos, os cristão e o relacionamento do homem com Deus.

[...] O primeiro objetivo da Igreja é a evangelização do mundo.
Da mesma maneira que Jesus Cristo veio para buscar e salvar o perdido, assim também a extensão de seu corpo nesta era, a Igreja, deve compartilhar desse interesse (Mt 18.11).


[...] O segundo objetivo da Igreja é ministrar a Deus, como diz o catecismo de uma grande denominação: ‘A principal e mais elevada finalidade do homem consiste em glorificar a Deus e desfrutar dEle para sempre’ (The Westminster Larger Catechism, Richmond: Presbyterian Comitee of Publication, 1939, pág. 162).

Terceiro objetivo é edificar um corpo de santos

[...] Há um terceiro objetivo da igreja neotestamentária: edificar um corpo de santos (crentes dedicados), nutrindo-os afim de que se conformem à imagem de Cristo. O evangelismo é a conquista de novos convertidos; a adoração é a Igreja voltada para Deus; a nutrição é o desenvolvimento dos novos convertidos em santos maduros.

Deus preocupa-se grandemente em que os recém-nascidos cresçam na graça (à base de Ef 4.11-16; cf. 1 Co 12.28; 14.12).
Paulo enfatiza repetidamente o anelo de Deus pela maturidade espiritual dos crentes (1 Co 14.12; Ef 4.11-13; Cl 1.28,29)”.

Fonte: MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD,
Adaptação: Instituto Bíblico Abba
Instituto Bíblico Abba: Os três maiores objetivos da Igreja

terça-feira, 13 de novembro de 2012

QUEM GOSTA DE ESPERAR

Quem gosta de esperar?

  Ninguém gosta de esperar, não é mesmo?! Aquela sensação de que o tempo não passa ou então de que ele está passando e você vai ficando para trás às vezes chega a assustar... Mas é fato que a espera faz parte da vida. Esperamos um tempo determinado para nascer, depois esperamos para aprender a falar e assim por diante... Apesar de a espera ser quase inerente a vida, ainda assim ela nos causa dor, tristeza e ansiedade.
  O problema é que, muitas vezes, focamos apenas na ESPERA e onde queremos chegar. Quem sabe o seu momento de espera seja por um sonho, por 'alguém especial', pela faculdade, por um ministério, e você tem sofrido porque o dia de isso acontecer nunca chega... Estamos cansados de ouvir que "tudo tem o tempo certo" e que "nem sempre o nosso tempo é igual ao tempo de Deus", mas é a verdade! Deus pode nos dar um sonho ou uma promessa, mas não quer dizer que ela vai acontecer logo...
  Vejamos a vida de José (Gênesis 37). Quando era apenas um rapazinho de 17 anos, Deus lhe deu um sonho, mas seus irmãos zombaram e o invejaram por causa disso. Até que um dia, eles o lançaram em um poço e depois o venderam para negociantes de outras terras. José virou escravo de Potifar - um oficial do Egito, depois foi enviado para a prisão injustamente e lá ficou por um tempo, até o rei resolver soltá-lo. Somente quando José tinha 30 anos seu sonho se realizou. Faraó o colocou como governador do Egito e todos, inclusive seus pais e seus irmãos, tinham de respeitar a sua autoridade. 
Olhe quanto tempo José esperou até a realização de seus sonho. Deus deu a ele o sonho, mas antes da concretização, José passou por diversas situações que o moldaram e o prepararam. 
Tempo de espera é tempo de preparação.
  Quando tiramos por um momento nosso foco do objetivo final e da espera em si e aproveitamos esse tempo, a espera fica menos chatinha e pode até parecer não demorar tanto. Aproveite o tempo da espera para crescer, amadurecer e até se preparar melhor para quando o esperado chegar. Se você está esperando a realização de um sonho, o quê você pode fazer para estar melhor quando ele chegar? Por exemplo, se seu sonho é ser um missionário ou um cantor, enquanto isso não acontece você pode fazer cursos para estar mais preparado (a) para isso. Ou então, se você está à espera de seu "alguém especial", se prepare para ser alguém melhor para quando ele(a) chegar. Hoje em dia o que não falta é cursos, eventos, programações para ocupar bem o seu tempo.
   Há uma música [linda] que diz que "esperar é sempre caminhar" e sem dúvida é mesmo. Enquanto esperamos podemos "caminhar", isto é, aproveitar o tempo. Se ficarmos sentados olhando para o relógio vai ser tudo mais difícil. Esperar é doloroso sim, é ruim, angustiante, mas também é importante para crescermos e amadurecermos. Deus usa esse tempo para nos ensinar e nos moldar conforme Sua imagem. Há um tempo vi no facebook de uma amiga a seguinte frase que me chamou a atenção: "a abelha fazendo o mel vale o tempo que não voou", achei interessante, pois quando alcançamos o que sonhamos todo o tempo de espera vale a pena e é compensado.
   Antes que seu sonho se realize, Deus lhe ensinará lições importantes para sua vida. 
Lembre-se:
Tempo de espera não é tempo perdido, é tempo de preparação.


Esperando e aprendendo com Ele,
             Débora F.
 

DEUS VAI FAZER!?

Olha eu ai esperando o cumprimento da promessa, anos se passaram e eu por muitas vezes culpei a Deus, me perguntei o que estava fazendo de errado, mas hoje percebo que tudo tem seu tempo, por muito tempo eu confiei em pessoas, em lideres que tinham o poder na mão para concretizar a promessa, que mentiram, que tambem prometeram mundos e fundos mas no fim não cumpriram sua palavra por puro egoismo e vaidade,  confiei no meu conhecimento, mas nada disso importa, não adianta eu ser o cara mais ativo, não adianta eu ser o cara que lidera, que faz a coisa acontecer, se o Pai não ver graça em mim, a promessa não se cumprirá, as vezes vem o dasanimo,as vezes não da vontade de prosseguir ai Deus nos dá o refrigerio e assim a vida segue seu curso.
Eu sei em quem tenho crido e sei que suas promessas nunca falham.
Pesso a Deus que mede saude, sabedoria e perseverança para passar por tanta prova e no fim ser aprovado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O pequeno Bobó: uma história que você pode mudar!

Vocação missionária







Definindo vocação
Muitas pessoas se aproximam de nós em igrejas, elevadores, filas de banco, lugares inusitados para demonstrar sua vontade de fazer missões. Contudo, sempre aparece uma questão: Será que sou chamado para trabalhar com missões?
O apelo missionário nas igrejas tem levados muitos a desejarem, mas poucos a agirem. As igrejas criam departamentos de missões, enviam dinheiro, mas continuam sem saber o que é na prática.
Gosto da definição de Medeiros (Mundo Cristão, 1993) sobre missões, que diz "É o ato redentivo de Deus em favor dos perdidos", isto é, o modo pelo qual Deus escolheu alcançar os perdidos.
E o que é um missionário? Simples, é o servo obediente que procura estender essa redenção aos outros.
Mas ai nasce um problema, quem são os instrumentos de Deus? Quem são os vocacionados missionários?
Timóteo Carriker (Mundo Cristão, 1993) diz que há dois extremos quanto a vocação missionária: um lado é que para ser missionário precisamos experimentar uma ação sobrenatural extraordinária como a de Paulo no caminho de Damasco. O outro lado é que ninguém experimenta esse tipo de chamado extraordinário, devemos sim, cumprir somente uma ordem que foi dada a todos.
Creio que Carriker pontua a grande crise que muitos crentes vivem com relação a missões.
O chamado missionário
Para mim três coisas são essenciais para o chamado ou vocação missionária.
1. Vocação só acontece quando se tem um verdadeiro encontro com Cristo
Hoje é comum ouvirmos falar em ONGs e grupos de pessoas que atuam por uma causa como voluntários.
Porém, ser missionário é mais do que participar de uma ONG. É ter no coração o mesmo desejo que move o coração de Deus, que é de que pessoas pecadoras, ricas ou pobres, tenham um encontro verdadeiro com ele.
No trabalho que realizamos no nordeste atuamos na área social. Levamos médicos, dentistas, enfermeiros, remédios, damos palestras, mas tudo isso sem o precioso evangelho de Jesus se acaba em uma semana. Essas ações são instrumentos para chamar as pessoas, mas nunca o fim. Por isso não basta ficar comovido por uma causa, ser missionário depende de um encontro genuíno com Cristo, assim seu coração irá se harmonizar com o Dele. Ação social qualquer um pode fazer, levar o amor de Jesus somente um verdadeiro discípulo.
2. A vocação acontece com a aprovação do corpo de Cristo
Lendo o livro de Atos dos apóstolos encontramos missionários que eram benção dentro de suas igrejas, e Deus os levava a outros lugares.
Muitos querem fazer missões longe de casa, e não é fruto de um chamado, mas uma fuga. Se o testemunho cristão dos interessados não é bom dentro da igreja, não será fora.
Élben Magalhães Lenz César é extremamente crítico quanto a formação missionária, e diz que "se a pessoa é um fracasso onde está, será um fracasso também no campo missionário" (Ed.Mundo cristão, 1993).
3. A vocação missionária é o desejo de ser servo
O texto mais conhecido da Bíblia provavelmente é João 3.16 "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". O que acho interessante é um outro texto de João, mas agora 1 João 3.16 "Nisto conhecemos o amor: Cristo deu sua vida por nós, e devemos dar nossa vida pelos irmãos".
Não consigo entender vocação missionária que não seja servir as pessoas. Ficamos impressionados com os missionários transculturais, e até com uma pequena inveja por como alguns os tratam. Mas se são bem tratados é sinal de que tem feito um bom trabalho. Nenhum missionário que se preze faz missões pra ser reconhecido, porque sabe que o trabalho missionário é um trabalho oculto, e assim deve ser. Glória somente a Deus.
Perigos para a vocação
Um grande perigo para a vocação missionária hoje é a falta de preparo. Não sou eu quem digo, mas muitos pensadores antes de mim já alertavam quanto a isso.
O preparo é essencial e deve abranger todas as áreas da vida do vocacionado. Neusa Itioka (Ed. Mundo Cristão, 1993) fala sobre os escândalos em que missionários se envolveram por falta de experiência. Não são somente aspectos de fé que devem ser analisados, mas também emocionais, físicos, familiares, entre outros. É necessário saber se essa pessoa terá estrutura para suportar os desafios que irão aparecer. Até porque em muitos casos ela estará sozinha no campo.
A falta de preparo tem feito muitos projetos missionários se acabar e em conseqüência a vida desses missionários fica destruída.
Preparo missionário
Tenho visto muitas pessoas colocando um grande abismo entre o que chamam de "vida secular" e "vida espiritual". Sendo obviamente a vida espiritual a mais importante, assim desejam os campos missionários, envolvendo-se "de tempo integral", como se fosse uma contradição, ter outra profissão e ser missionário. Essas pessoas teriam problemas com Paulo (leia 1 Ts 2.1-12).
Não devemos nos esquecer que Deus usa inúmeras coisas para nos preparar para seu trabalho.
Temos um amigo e companheiro de jornada chamado Marcos, ele é pastor da IPB e antes de ser pastor ele era eletricista. Acontece que na última viagem de janeiro na escola que ficamos hospedados os ventiladores estavam até empoeirado sem serem instalados. O Rev. Marcos se dispôs a instalá-los e o melhor de tudo foi que isso gerou tanta alegria na diretora da escola e nas pessoas que ali trabalham que elas foram ao culto evangelístico.
Acho um absurdo as pessoas simplesmente jogarem fora o que Deus fez na vida delas antes de se envolver em trabalho missionário. Aliás o fato de estar em uma empresa, colégio, se lá onde for já os faz missionários.
Descontentamento santo
Gosto muito do livro de Bill Hybels (Editora Vida, 2008) intitulado "Descontentamento Santo" onde ele aborda diversos casos de pessoas que não conseguiram permanecer apáticos diante de uma situação de dor, catástrofe ou dificuldade.
Ele diz que diante de coisas que mexem com nosso coração não podemos fechar os olhos e fugir, devemos sim alimentar esse descontentamento.
Tenho certeza que na cidade onde você mora existem muitas coisas que te deixa descontente. Drogas, prostituição, bebida, meninos de rua, pessoas indiferentes, e essa lista poderia ser enorme. Sendo assim não feche seus olhos, ore por essas pessoas, compartilhe seu desejo de abençoar com outros irmãos, e principalmente COMECE faça algo, e você verá que Deus te guiará e proverá recursos.

fonte:
 http://www.nossamissao.com.br/depto_aberto.asp?id=249

 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Preparando Missionários: DEPOIMENTO DE UM MISSIONÁRIO

DEPOIMENTO DE UM MISSIONÁRIO

"O que a mim me concerne o Senhor levará a bom termo; a Tua misericórdia, ó Senhor, dura para sempre; não desampares as obras das Tuas mãos" - Salmo 138:8
 
Aquela foi mais outra longa e cansativa viagem subindo o rio Içana em direção ao nosso lar, entre o povo Kuripako. Por quase duas semanas a pesada canoa feita de tronco de árvore, também denominada de "bongo", deslizara suavemente sobre as águas, levando, quase no limite da sua capacidade, suprimentos para vários meses.
Aquela jornada marcaria o meu retorno ao trabalho missionário, após um período de ausência. A minha querida esposa não pôde me acompanhar desta vez. Por motivo de saúde ela ficara, juntamente com os nossos três filhos, em Manaus para submeter-se a um longo tratamento. Sentado quieto na canoa, enquanto observava um grupo de índios que viajava comigo, alternando-se em narrativas de proezas das suas caçadas, todas pontilhadas de alegres gargalhadas, vinha-me à mente a recordação das lágrimas da minha Rute naquela difícil despedida no porto em Manaus: "Querido...”, sussurrara ela entre soluços, '. .. sei que sozinha e ainda me convalescendo, será um pouco difícil nestes dias, mas sei também que a graça de Deus me fortalecerá! Nós ficaremos bem! Cuide- se bem e vá!”
A expectativa dos meses de separação já produzia um indescritível sentimento de saudades, que só era amenizado por duas certezas: (1) estamos no centro da vontade de Deus, portanto Ele cuidará de nós e nos conduzirá em triunfo, (2) nos encontraremos no meio do ano, tendo os corações mutuamente fortalecidos em amor. Repentinamente, senti o soprar de uma suave brisa de alegria invadindo o meu coração, enquanto ecoava na minha mente as sábias palavras de um missionário de cabelos brancos: 'Marcelo, há um lema que rege a obra de Deus: Sem grandes sacrifícios não há grandes vitórias!"
À medida que penetrávamos no sombreado curso do rio Içana, com a selva se adensando cada vez mais ao nosso redor, crescia também no meu coração este espírito de entusiasmo e confiança em Deus pelo privilégio de serví-Lo com toda a minha vida. Confesso que não foi difícil descobrir que o ânimo que me impulsionava rio acima não tinha origem em mim mesmo, mas me era comunicado ao coração pela inconfundível e doce presença do Senhor bem ali ao meu lado.
Uma presença sensível, diante da qual fugira todas os medos, pensamentos superficiais e inquietações. Então compreendi claramente o significado desta promessa: 'A paz de Deus que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” (FIL.4:7).
Prosseguimos intrepidamente. Após passarmos uma curva do rio, avistamos uma área repleta de enormes rochas pontiagudas recortadas pelas aguas escuras do Içana. Estávamos nos aproximando da “Tsepã-hiipa-lico”, uma das perigosas cachoeiras que marca fronteira entre os territórios Baniwa e Kiripako. Ao tentarmos transpor dificultosamente aquela cachoeira, tivemos um instante de horror quando fomos quase tragados pela fúria das aguas que arremessavam violentamente nossa canoa sobre as pedras. “Oh, Deus! Ajude-nos, Senhor! Bradei em profunda aflição, agarrando-me nervosamente às bordas da canoa!
Neste instante divisei os índios acenando freneticamente as mãos e gritando desesperadamente uns para os outros. À proporção que a água invadia a canoa, um terrível pensamento assaltava a minha mente: "Estamos em grande perigo e vamos alagar na boca desta terrível cachoeira!"
Repentinamente, me veio também uma estranha sensação de resistência demoníaca, salpicando a atmosfera do lugar e intensificando nossa angústia. Mas, naquela mesma hora, a Bendita Presença que nos levara triunfantemente até ali, nos socorreu e nos livrou do perigo.
Com o coração batendo aceleradamente, lembrei-me do exército de servos de Deus que estavam intercedendo por mim naquela hora. "Querido Senhor, muito obrigado pela Tua misericordiosa proteção!"
E com os olhos marejados pela comoção, arrematei: "Eu creio que Tu levarás a bom termo o teu plano maravilhoso para as tribos da 'Cabeça do Cachorro'. Muito obrigado por fazer parte deste Teu plano!"
Por quanto tempo ainda as dificuldades deste mundo impedirão que muitas tribos perdidas ouçam da inefável graça de Deus? Por quanto tempo ainda nos intimidaremos ante as regiões sombrias onde impera total ignorância do Senhor Jesus Cristo? Será que nunca nos ocorreu que o Deus Todo-Poderoso vibra de entusiasmo ao ver a Sua Palavra alcançando os confins deste mundo? Será que nunca nos ocorreu que a nossa vida só tem sentido, quando se torna uma resposta aos grandes desafios missionários do coração de Deus? Estes pensamentos me abalaram e me fizeram perceber a insignificância da minha vida em face da grandiosidade da obra de Deus. E, orando baixinho disse: "Usa-me, Senhor, para produzir a Tua glória neste lugar, e para estabelecer o Teu reino nas tribos do vale do Içana!" Senti uma renovada vitalidade brotando dentro de mim e coroando minhas feições de alegria uma alegria que não era apenas minha!
Passado o clímax da emoção, um índio me informou que parte da nossa preciosa gasolina tinha sido tragada pelas profundezas do ']urupari" (cachoeira do diabo na língua nativa), porém o restante da bagagem, embora molhado, estava intacto. Também ninguém se machucara no incidente, exceto um índio que caiu sobre as rochas, porém nada grave. Isto era um milagre! Exultei de alegria e de gratidão ao Senhor! Sob os olhares atentos dos meus "marinheiros" louvei ao meu Senhor com um hino na língua indígena, enquanto prosseguíamos.
Ao nos aproximarmos das aldeias Kuripako exauriu-se todo o nosso estoque de gasolina e ficamos à deriva. Como estávamos numa grande e pesada canoa, prosseguimos com dificuldade num penoso processo de remar lentamente, contornando as inúmeras curvas do rio. Nisto o tempo tornou-se inclemente! O sol retirara a sua luz desaparecendo sob escuras nuvens! E, em questão de instantes, uma pesada chuva se abateu sobre nós. Afundamos vigorosamente os remos na água e resolutos avançamos contra o temporal, até finalmente atracarmos no porto de São Joaquim, nosso destino final.
A notícia da minha chegada rapidamente se espalhara por toda aquela região. Ao me aproximar da aldeia, todos os índios correram em minha direção para me saudarem com um firme aperto de mão. Em seguida, um alegre e barulhento cortejo conduziu-me até a minha casa, localizada na parte mais baixa da aldeia Keradaro.
Aquela tarde fria alimentava ainda mais a saudade da minha querida esposa, enquanto o enorme desejo de chegar em casa fazia desvanecer o cansaço daquela longa jornada. Mesmo sabendo que a minha família ficara para trás, assediava o meu coração a viva lembrança da minha querida aguardando ansiosamente a minha chegada, e nossas três crianças correndo a me abraçar! Porém, ao entrar, a cabana estava silenciosa e vazia!
O nosso fogão a lenha, exalando aquele saboroso cheiro das sopinhas quentes da Rute, agora estava coberto de pó e sujeira de morcegos. A cobertura de palha da casa, apodrecida, permitiu que a chuva, insetos voadores e hordas de morcegos entrassem produzindo enormes estragos. Subitamente, percebi o que significava estar tão longe da família. Seguido pela comitiva que me recepcionara, afastei-me da casa por um instante e num gesto quase imperceptível suspirei como- vido: "Oh, querida Rute, como eu gostaria que você estivesse aqui comigo!" Lágrimas quentes começaram a rolar na minha face, confundindo-se com a fria garoa que ainda caía sobre nós. Nisto acudiu-me um quadro de imensa ternura: Alexandre, um dos anciãos da aldeia acercou-se de mim, colocou sua mão sobre meu ombro e começou a orar com voz embargada: 'Você; meu Senhor, Você; meu
Deus santo, agradeço por trazer o nosso pai novamente para nós. Agora o meu coração está alegre porque posso ouvir a Sua Palavra da boca deste nosso pai ... ".
Foi a primeira vez que ouvi na língua nativa esta expressão carinhosa de tratamento para comigo. Com o coração abrasado e incandescido pela emoção, segurei-o pelo pescoço, puxei-o para junto de mim e choramos convulsivamente num misto de alegria, tristeza e saudades.
Assim é a obra missionária! Sozinho aqui no mato tenho aprendido grandes lições de dependência de Deus. Tenho aprendido que uma vida fácil que a si mesmo não se negue, nunca será uma vida de excelência nas mãos de Deus. O meu grande ânimo é saber que foi Ele quem me colocou onde estou e como estou.
Jamais procurei este lugar e posição para mim mesmo, todavia não tenho coragem de abandoná-Ia, Do âmago da minha alma eu me deleito no fato de saber que o Senhor fará a Sua grande obra na vida daqueles que habitam na "Cabeça do Cachorro", alto rio Içana, confins do Brasil .
Marcelo Pedro-Missionário da Missão Novas Tribos do Brasil

BENEDITO INÁCIO NETO

Preparando Missionários: DEPOIMENTO DE UM MISSIONÁRIO:

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ministérios Fracassados (documentário)

  Documentário, muito bom:  

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/11/ministerios-fracassados-documentario/#axzz2BM5amX3q